PNL e Os Níveis de Mudança

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Neste artigo, vamos falar de um tema essencial para a Programação Neurolinguística: a mudança.

Robert Dilts, consultor de PNL, criou um modelo que explica os níveis em que a mudança ocorre, baseado em uma teoria do antropólogo Gregory Bateson.

Na verdade, é um triângulo. Na base, está o ambiente. Acima, o comportamento, a capacidade, as crenças, os valores, a identidade e, no topo, a espiritualidade.

mudança e PNL

Vamos falar mais sobre esses níveis e sobre como ocorre a mudança entre eles!

Mudanças de nível fundamental

De acordo com Robert Dilts, as mudanças de nível fundamental ou básica são a base da pirâmide: o ambiente, o comportamento e a capacidade.

Ambiente

As nossas oportunidades estão em níveis ambientais.

Por exemplo, a história do Alberto. Ele ter se tornado campeão de memória e ter tido a oportunidade de aparecer em programas de televisão. Essas situações aconteceram por uma oportunidade ambiental (que o ambiente lhe deu).

Se não tivessem surgindo, não teria conseguido que essas mudanças ocorressem.

Comportamento

Logo, se não houver uma oportunidade, dificilmente haverá mudança!

Porém, supondo que as oportunidades estivessem lá, aparecendo no ambiente, se você não souber O QUE FAZER, a oportunidade não significaria nada.

Só se é possível efetuar algo se você souber o comportamento a ser empregado naquele local, naquela oportunidade.

Capacidade

Agora, as oportunidades estão no ambiente favorável, você já sabia o que fazer, mas não tinha a capacidade para tal!

Ou seja, é a capacidade que te dá todo o know-how para que o comportamento seja executado. Para que as habilidades sejam utilizadas.

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Imagem: Unsplash

Mudanças generativas

As mudanças dos níveis superiores da pirâmide, que envolvem crença, valor, identidade e espiritualidade são, segundo Dilts, as mudanças generativas.

São as que realmente vão fazer com que nossa vida tenha sentido. Que nos permitem crescer, aprender cada vez mais, envolvendo nossa autenticidade.

Aquilo que realmente somos.

Crenças e Valores

Em um nível mais anterior, anterior à capacidade, temos as crenças e os valores.

Enquanto o comportamento se trata DO QUE eu faço, a capacidade de COMO eu faço, as crenças e valores me perguntam sobre O PORQUÊ eu faço determinada coisa.

Do mesmo modo, vemos os níveis do ambiente e das oportunidades mais concretamente. Quanto mais perto chegamos do topo da pirâmide hierárquica dos níveis de mudança. À medida que subimos, as variáveis ficam mais inconscientes.

As crenças e os valores são essenciais para trabalhar a mudança. Dão força para a cidade, o comportamento e o ambiente.

Existe um ditado popular brasileiro que diz “É preciso ver para crer”.

Agora, pensando sobre isso, se posso ver, não preciso mais de fé!

A fé e a crença estão justamente naquilo que não posso ver. E ao falar sobre acreditar, vinculamos ao que é impossível. Isto é, se aquilo que estou vendo já é impossível, não envolve crença.

Tudo o que surge, no mundo, geralmente foi tachado como impossível antes.

Quer um exemplo?

Se pensamos em coisas como o avião, o celular, a internet… As tecnologias, em geral… Eram coisas que partiram da cabeça de alguém que acreditou nelas, previamente. Que teve crença nelas e permitiu que acontecessem. Ou melhor, que as tornasse possíveis!

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Imagem: Unsplash

Por que, na pirâmide de níveis de mudança de Dilts, crença e valores estão juntos?

Valor é algo muito mais inconsciente do que a crença. É a força, o sentimento que vai dar poder às crenças.

Por sua vez, a crença é aquilo que vai dar forma ao valor.

Pegando valores como amor, integridade, honestidade, etc, são valores que se você tiver que dizer porque são importantes, em algum momento, você dirá sobre crenças.

Portanto, posso ter a capacidade, um comportamento, oportunidades, mas se tudo isso for incongruente com minhas crenças e valores, a vida não terá sentido.

Identidade

Existe um nível ainda mais profundo que as crenças e os valores. É o nível da identidade.

Dilts dá o exemplo da superposição, conceito da física quântica.

Na física quântica, uma partícula pode estar em vários estados e posições ao mesmo tempo. O termo superposição indica todos esses estados e formas, simultaneamente.

E tudo aquilo que vemos no nosso cotidiano possui várias formas que não conseguimos observar ao mesmo tempo.

Em outras palavras, ao olhar um prédio, congelo um aspecto dele. Vejo uma janela, a estrutura, a cor… O mesmo vale para as pessoas.

Ao ver alguém, talvez pense: estou vendo alguém de uma profissão específica, alguém que tem um determinado conhecimento. Ao conhecê-la melhor, sabe-se que ela existe como pai ou mãe, filho, irmão, marido…

Que existem outros papeis que não são apenas o mostrado a primeira vista, que você conheça.

Existem posições ainda mais íntimas da pessoa. Dependendo do contexto pode ser inteligente ou engraçado. Tudo de acordo com a situação e o momento, pode ter várias facetas distintas.

Desse modo, a superposição de uma pessoa seria todas essas possibilidades de ser, simultâneas. Essa é a sua IDENTIDADE; autenticidade.

Portanto, a superposição são as várias possibilidades de alguém, incluindo aquelas que não estão acontecendo agora, ou até uma possibilidade que não foi despertada ainda. Como um emprego ou um hobby diferente.

Existe uma gama infinita de possibilidades!

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Imagem: Unsplash

Mas essa gama tem uma infinidade dentro da sua autenticidade! Não é qualquer coisa que serve para você. Apenas o que é importante para você.

Podemos ter as mesmas crenças e valores, trabalhar em um mesmo lugar, no mesmo setor, fazer as mesmas funções do mesmíssimo jeito; mesmo ambiente e possibilidades… Mas as nossas identidades são muito diferentes.

Espiritualidade

Dilts coloca mais um nível acima da identidade: a espiritualidade

Não quer dizer religião. Esta, nada mais é um conjunto de crenças e valores.

Não é só acreditar em algo metafísico, além de nós.

É sentir que sua vida vai além do seu EU, em comunhão com o universo e todas as outras pessoas.

Por exemplo, uma pessoa que era uma ex viciada em drogas e entrou para a igreja. Aparentemente se converteu e parou com as drogas.

Fica um tempo na igreja. Quando sai, volta a ter o mesmo comportamento que o fez procurar a igreja. Por que isso acontece?

Na verdade, essa pessoa entra em uma comunidade e faz mudanças que não envolvem os níveis profundos como identidade e espiritualidade. Talvez só tenha mudado crenças e valores. No entanto, se estas são incongruentes com identidade e espiritualidade, a mudança não ocorre verdadeiramente.

 

Espero que tenha gostado de aprender sobre os níveis de mudança!

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