Vale à pena se submeter a terapia online? É ético fazer terapia online com seus clientes?

O tempo todo, vejo perguntas assim nas redes sociais. Esse debate está gerando muita polêmica no mundo da hipnose.

E você? Já tem opinião formada?

A hipnose auxilia na terapia

Para esclarecer meu ponto de vista e os argumentos que me levam a ele, preciso antes ponderar que hipnose não é um tipo de terapia, mas sim uma ferramenta que potencializa os resultados de uma terapia.

Então, pensando assim, sabemos que hipnose não é a única forma de conseguir uma mudança. Ela pode ser usada na terapia em vários contextos distintos. Mas terapias sem hipnose também são eficazes.

Fazer hipnoterapia não é necessariamente uma regressão. Embora muita gente veja as duas coisas como sinônimos.

Quero te provocar a fazer a seguinte reflexão: O que é preciso para o surgimento daquilo que a gente chama de contexto terapêutico?

O grande psicólogo Carl Rogers falava o seguinte: para ter contexto terapêutico, eu preciso de empatia (ou seja, uma conexão entre o terapeuta e o cliente). Preciso de aceitação incondicional em relação ao cliente. E eu preciso também ter a busca pela congruência. A pessoa começar a ter uma vida que é mais autêntica, uma vida que tenha mais a ver com ela.

Terapia online

E podemos fazer terapia online? Claro que pode! Então eu não vejo problema algum, principalmente no que tange a terapia falada, que ela seja feita online.

Quantas vezes estamos tristes ou chateados… E Não fomos reconfortado por alguém especial, por algum amigo, ou até mesmo por um aconselhamento pastoral online ou por telefone?

As pessoas podem ter mudanças de qualquer forma. E não há problema algum que essa mudança aconteça por meio da terapia online.

Hipnose online funciona também?

Já fazer terapia online com hipnose é um debate distinto.

Eu já atendi online clientes na hipnose, principalmente pessoas que já eram clientes meus presencialmente. Ou seja, eu já tinha atendido essa pessoa, eu sei quais são os problemas dessa pessoa, eu sei os temas que podem eliciar ab reações. Essa pessoa precisava viajar e precisava fazer uma sessão online.

Nesses casos eu costumo fazer sessão de terapia online sim. No entanto, eu não tenho o hábito de atender pessoas que nunca atendi antes.

Imagine, por exemplo, que eu atendo presencialmente um esportista e que eu não pude viajar com ele para a competição. É bem natural que eu envie um áudio pelo WhatsApp, por exemplo, envolvendo alguma ancoragem.

Ou até mesmo faça alguma indução via Skype na noite anterior ao seu treinamento. No entanto, eu não me sinto à vontade de atender essa pessoa pela primeira vez online.

Porque além do risco de ter uma ab reação e precisar controlar isso à distância, pode dar um pouco de insegurança pro sujeito.

Eu sinto que é um pouco mais difícil conectar-se com alguém online. Na hipnose, essa conexão, essa empatia, ela precisa ser um pouco mais elevada do que na terapia falada.

A pessoa tem que confiar totalmente no processo, senão os fenômenos vão acabar não acontecendo e essa pessoa não vai se permitir entrar em transe.

Outras terapias online

Para poder concluir o meu pensamento, eu não vejo problema algum em realizar uma terapia humanista ou psicanalítica online. Ou até mesmo um atendimento de coaching ou de PNL online.

Nessas terapias faladas, eu não tenho aquele transe formal que gera tanta expectativa e que pode gerar ab reações. Porém, eu não me sinto tão à vontade em usar hipnose clássica online.

A ericksoniana, inclusive, eu não vejo problema algum.

Hipnose clínica: como funciona?

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