Você quer começar a trabalhar com hipnoterapia? Quer iniciar um negócio envolvendo hipnose? Então, como em qualquer outro negócio, você deve se profissionalizar!

E o que eu quero que você entenda com isso?

Se um médico cobra caro pela sessão, ele é admirado, porque estudou muito. Mas se um psicólogo cobra caro pela sessão, é chamado de mercenário.

Essa indignação surge porque o trabalho do terapeuta não é valorizado.

Pecado capital?

Na faculdade de Psicologia, você aprende sobre todas as teorias. Mas fala-se muito pouco sobre abrir uma empresa, sobre impostos, sobre marketing.

Ou seja, como estruturar seu negócio, conseguir clientes e ter lucro por meio deles.

Sim, quero falar de dinheiro. Se você tem algum problema com dinheiro, então precisa mudar sua mente. Se acha que ganhar dinheiro é ruim, você tem, talvez, um bloqueio mental.

Se você quer trabalhar com hipnoterapia, o primeiro passo é adquirir o conhecimento necessário. E você acha que é barato? Fazer um curso, comprar um livro, viajar… Cada convenção que você vai aprender vai ser R$ 10 mil a R$ 15 mil, fora o tempo.

Saiba valorizar seu trabalho

Se você quer viver de terapia e fazer o que ama, tem que valorizar o seu trabalho. Somente assim, poderá se desenvolver e resolver os problemas das pessoas.

Olha só essa descoberta: em um estudo científico, apresentaram duas garrafas de vinho sem rótulo. Aos participantes, foi informado que o vinho “A” custava R$ 9 e o vinho “B” custava R$ 90.

A metodologia da experiência é que após provar as duas bebidas, cada participante deveria dar uma nota para os vinhos.

O resultado foi que 100% das pessoas apontou que o melhor vinho era o de R$ 90. Elas só não sabiam que haviam bebido o mesmo vinho. E muitas pessoas deram notas bem discrepantes.

Podemos aprender, com essa experiência, que um preço mais alto gera maior percepção de valor. Além disso, as pessoas terão maior comprometimento.

Como não se frustrar ao trabalhar com hipnoterapia 

Conversei com o Filipo Lima, do canal Hipnose na Prática, e em nossa conversa, ele me contou que no início da carreira ele caiu na cilada de atender de graça. Em pouco tempo isso gerou certo desapontamento, já que os pacientes não evoluíam conforme era esperado.

Essa constatação fez com que Filipo começasse a duvidar se realmente havia aprendido as técnicas, se estava aplicando direito. Gerou muita frustração, como é comum em diversos profissionais de todas as áreas.

A grande virada aconteceu quando um amigo o procurou para ajudá-lo. Percebeu ambiguidade nesta última frase? É intencional. O amigo que foi procurar ajuda, na verdade, deu a grande resposta que Filipo precisava na carreira.

Ele questionou o atendimento gratuito e deu sua justificativa para fazer questão de pagar: “Se você fizer de graça, eu não vou me comprometer. Não vou dar meus 100% e você não vai dar seus 100%”.

O x da questão

Talvez aqui você esteja pensando que basta cobrar o máximo possível e pronto: tudo resolvido! Mas é importante saber a diferença entre preço e valor. Um é o que o cliente desembolsa monetariamente, e outro é o que você agrega para ele.

Certa vez, chamei um Uber e fui atendido por uma motorista bem simpática que perguntou o que eu faço. Ao que respondi: sou terapeuta. Nisso ela já veio me contar que sofre com aracnofobia. E há mais de 20 anos isso a incomoda.

Diante da minha sugestão para que ela trabalhasse esse problema na clínica, veio a pergunta que já era esperada: “E quanto você cobra?”. Não vou expor isso aqui, mas o relevante para essa história é que ela se assustou e logo disse que era caro.

Não estava ali negociando para conquistar a cliente, mas achei necessário esclarecer. Por isso, na sequência fui eu a perguntar: “Quanto você pagaria para se livrar de algo que te incomoda há mais de 20 anos?”. Sem saída, ela disse: “Olhando assim, você cobra até barato, né?

Como agregar valor ao trabalhar com hipnoterapia?

O objetivo de relembrar esse episódio é dar um exemplo de como o profissional deve se portar ao ser confrontado quanto ao preço do seu serviço. Mostre para a pessoa que você vai ajudá-la. Pergunte mais sobre a dor, como isso atrapalha.

Outro exemplo: o paciente deseja parar de fumar. Quando você investigar as razões, pode descobrir que ele está com problema cardíaco ou no pulmão, vários possibilidades… O fato é que daí ele já começa a dar mais valor. Pergunte coisas como “Quanto você fuma em um dia?” e “Quanto gasta com cigarro em um ano?”. Se um maço está por volta de R$ 9, anualmente isso pode representar mais de R$ 3 mil.

Pensar como empreendedor

Isso é agregar valor ao que você oferece. Mas ninguém se sustenta apenas de negociação, também precisa divulgar.

Saiba a diferença que há entre o teimoso e o persistente. O teimoso é aquele que quer abrir a porta sempre do mesmo jeito, mas não consegue. Já o persistente, foca em um objetivo e procura diferentes formas para alcançar aquele objetivo.

É isso que você deve ter em mente. O empreendedor de verdade é persistente, vai buscando novas formas de realizar o que precisa. Se o seu objetivo é se transformar em um hipnoterapeuta de sucesso, você vai conseguir. Só vai ter um fracasso quando você desistir.

Então, sempre persista.

Hipnose clínica: como funciona?

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