Como hipnotizar uma pessoa: aprenda com nosso guia!

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Basta dizer “hipnose”, em uma roda de amigos, e a atenção de todos volta-se para o interlocutor. Como num passe de mágica, a curiosidade é aguçada quando o assunto vem à tona — e desperta o interesse coletivo quando alguém diz saber como hipnotizar uma pessoa.

Acontece que, de feitiçaria, esse processo não tem nada. Trata-se de uma sugestão psicológica induzida por quem se dedicou a aprender hipnose — que possui efeitos benéficos, sabia?

Ao saber como hipnotizar alguém, você pode explorar as raízes de tristezas e, até mesmo, distúrbios e algumas doenças por meio do seu efeito terapêutico. É por isso que, ao longo deste post, vou explicar como hipnotizar alguém, destacando os principais passos para você se preparar. Boa leitura!

O que é a hipnose? Uma história

Antes que você considere um curso de hipnose, é importante entender um pouco mais a respeito dessa técnica que vem sendo aperfeiçoada desde meados do século XVII.

À época, a sensação era bastante confundida com artes místicas, mas hoje entendemos que o transe é uma sugestão psicológica. Assim, saber como hipnotizar significa fazer, em primeiro lugar, com que a pessoa acredite nessa possibilidade.

Foi assim, por exemplo, que Frank Mesmer começou a analisar logicamente a hipnose lá no século XVIII — embora ele nutrisse a mística do processo usando capas e selecionando trilhas sonoras fantasmagóricas durante suas apresentações.

Só que ele — e alguns médicos, ao longo do tempo — identificou em todo esse processo uma prática que pudesse ir além do impacto visual de pessoas hipnotizadas. Logo, o século XIX ficou caracterizado também pela aplicação da hipnose em hospitais e universidades para diagnosticar anomalias.

O que levou à seguinte conclusão sobre o que é a hipnose: a transição para um estado mental de suscetibilidade e aceitação.

Por que aprender como hipnotizar alguém?

O apelo científico desmistificou muito do processo. Não à toa, muitos especialistas usam esse procedimento como solução para acabar com uma série de distúrbios psicológicos, como a ansiedade e diferentes tipos de vícios. Pode-se, até mesmo, usar a hipnose para aprimorar a concentração nos estudos ou no trabalho.

Confira, aqui, um vídeo meu sobre o uso da hipnose para o tratamento da ansiedade!

Modificar hábitos por meio da hipnose, portanto, é algo palpável e aceito pela comunidade científica. Mas, como se trata de uma sugestão — um processo induzido —, não há curso de hipnose que ensine alguém a fazer isso com quem não acredite ou queira adentrar nesse estado psicológico de aceitação.

Quando há o interesse da pessoa — para livrar-se de alguns dos exemplos acima citados —, a conversa é outra. Como o especialista lida diretamente com sugestões aplicadas em um nível de inconsciência, o canal de comunicação está aberto a esse aprofundamento.

Como hipnotizar uma pessoa?

A facilidade promovida pela aceitação da outra pessoa não torna a hipnose um ato simples de executar. É por meio do exercício contínuo que isso acontece. Não é à toa, portanto, que existe um curso de hipnose para elevar o grau de conhecimento dos interessados no assunto.

Vale adiantar, entretanto, alguns pontos que ajudam você a aprender como hipnotizar. O primeiro deles é a conscientização de que o processo hipnótico cumpre um ciclo, que pode iniciar em qualquer ordem dos elementos abaixo:

  • crença;
  • imaginação;
  • fisiologia;
  • experiência.

Para tanto, você deve seguir um roteiro básico e, assim, dominar a técnica sobre como hipnotizar alguém. Confira!

Pré-talk

Aqui, cria-se a expectativa por meio de uma conversa prévia cujo principal objetivo é o estabelecimento de sua autoridade e, com isso, aumentar o interesse do seu voluntário.

Pode ser uma boa hora, também, para estabelecer um transe natural na pessoa. Isso pode ocorrer por meio do afastamento de mitos em torno do fenômeno, o que ajuda a eliminar as inseguranças dos participantes.

Teste de suscetibilidade

A partir do uso de alguns exercícios, você estabelece um véu sobre a percepção dos voluntários, fisgando-o pelo aspecto fisiológico, mas com a sensação de ser um passo da hipnose.

Um exercício interessante é a pseudo-hipnose a partir da memória muscular: ao solicitar que a pessoa estique um de seus braços contraindo ao máximo a musculatura local. Quando o processo é interrompido, o braço reage por meio da memória muscular, o que pode criar uma percepção de hipnose na pessoa.

Testes analógicos

Há como iniciar o ciclo hipnótico com a promoção de experiências. O teste analógico ajuda a ensinar como hipnotizar alguém — embora não seja um método infalível — com perguntas que demandam muitas respostas corretas, e não uma apenas.

Exemplo: você sugere a alguém que seus braços estão amarrados a milhares de balões de gás hélio. Alguns voluntários podem estender os braços por vários centímetros. Outras, por sua vez, podem responder com mais discrição ou sequer esticar os braços em resposta.

Não há uma resposta correta, contudo. O importante, aqui, é mensurar o grau de resposta dos participantes.

Testes binários

Ao aprender como hipnotizar alguém, o teste binário se mostra relevante no processo. Você só obtém, aqui, duas respostas: certo ou errado. Há um teste das mãos coladas, que muitos hipnotizadores usam, e a respostas dos voluntários podem ser: o fenômeno funcionou; o fenômeno não funcionou.

Um teste mais arriscado, portanto, mas que ajuda a evoluir o ciclo hipnótico se é obtida uma resposta minimamente satisfatória, pois aumenta o grau de convencimento do seu voluntário.

Outras ideias que podem ser aplicadas para reforçar esse ciclo estou disponibilizando logo abaixo!

Meditação e exercícios de respiração

Como hipnotizar uma pessoa: aprenda com nosso guia!

Entrar” no inconsciente de outra pessoa é mais fácil por meio da meditação, uma atividade que ajuda a relaxar, remover as barreiras mentais (como a insegurança e o medo da hipnose) e a gerar um estado contínuo de desatenção.

Bom exemplo disso é a respiração contínua e ritmada de quem medita. Uma espécie de transe inicial, motivado pelas ondas cerebrais lentas — aquelas que surgem quando descansamos ou estamos concentrados.

Alívio dos temores

Além dos itens citados acima, a insegurança e os temores de quem vai ser hipnotizado devem ser constantemente diluídos por meio de uma boa conversa.

Isso é algo que se ensina, inclusive, ao aprender hipnose. Sua voz deve ser calma, confiante e transmitir essas sensações à pessoa. Do contrário, dificilmente ela vai relaxar. Afinal de contas, muita gente ainda acha que pode ser induzida a fazer coisas que não queira — ou que não vai se lembrar de nada do processo.

O seu papel é fundamental nessa etapa. Só assim, as pessoas podem relaxar verdadeiramente, abrindo caminho para que você penetre no seu inconsciente.

Indução

Lenta e gradativamente, você começa a induzir ideias na mente da pessoa. Algumas sugestões:

  • acha que consegue relaxar as pernas?
  • procure sentir, individualmente, todos os membros do seu corpo relaxando, um a um;
  • consegue sentir o peso do corpo se esvaindo, tornando-o mais leve?
  • tente ir, agora, a um estado mais profundo de relaxamento.

Perceba que existe uma grande diferença entre induzir e sugerir. A sugestão pode ser mais agressiva, devolvendo a pessoa rapidamente à ideia de que está sendo comandada.

Por sua vez, a indução serve como um fio condutor, que liga os pontos para que a pessoa se oriente até esse estado mais imersivo de aceitação às ideias que você planta no inconsciente dela.

Quais são os benefícios em aprender hipnose?

Deu para entender um pouco mais sobre como hipnotizar uma pessoa? Quando você leva a sério essa atividade, a hipnose pode agregar muitos valores para o indivíduo.

Como eu havia mencionado, essa prática agrega muito valor no tratamento de distúrbios físicos (um exemplo: a síndrome do intestino irritável) e também os psicológicos, que tendem a ser mais difíceis de lidar por meio da medicina tradicional.

Veja, aqui, um vídeo que mistura a hipnose e a força de vontade de quem convive com vícios

Só que, ao saber como hipnotizar alguém, você também está inserindo outros valores positivos nos hábitos, comportamentos e atitudes da pessoa, como:

  • autoconhecimento sobre aquilo que aflige a pessoa e bloqueia as suas ações;
  • autocontrole, para compreender o momento de respirar, relaxar e enfrentar uma situação problemática;
  • alívio das inseguranças limitantes;
  • a hipnose tem também um efeito terapêutico;
  • aumento da capacidade de memorização e também do grau de concentração
  • maior controle sobre as dores físicas e emocionais.

Com isso, é fácil dizer que aprender hipnose é um gesto humano, acima de tudo, e que nada tem a ver com o uso de capas místicas para fazer com que as pessoas realizem comandos humilhantes.

Onde especializar-se sobre hipnose?

O mais indicado é que você procure por um bom curso de hipnose. Por conta própria, você dificilmente vai aprofundar-se nas técnicas e desenvolver a confiança necessária para lidar com as pessoas nesse processo.

Além disso, o treinamento contínuo é fundamental para a melhora do desempenho — como já ocorre em qualquer outro campo de atividades (seja ela pessoal ou profissional).

Então, caso queira aprender como hipnotizar uma pessoa e capacitar-se para exercer essa atividade tão gratificante, convido você a conhecer o meu método: o curso de hipnose de Alberto Dell’Isola.

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