Fenômenos hipnóticos: as 4 categorizações criadas por James Tripp

Os fenômenos hipnóticos podem ser definidos como sinais manifestados por uma pessoa inserida dentro da experiência hipnótica. Ele pode acontecer por sugestão ou espontaneamente.

Assim, pode ser citado como fenômeno hipnótico, por exemplo, a sensação de alívio da dor causada pelo relaxamento profundo promovido pela hipnose. Nesse caso, o fenômeno pode ajudar no tratamento de lesões ou até em pequenos procedimentos cirúrgicos

Ao mesmo tempo, pode ser considerado um fenômeno hipnótico o fato da pessoa ficar com as “mãos coladas”, após receber a sugestão do hipnotista. Enfim, há vários fenômenos hipnóticos existentes e, por isso, James Tripp categorizou os fenômenos hipnóticos em quatro tipos. Conheça quais são eles. 

Quem é James Tripp?

James Tripp é um hipnoterapeuta conhecido internacionalmente por ter criado o loop hipnótico e pela popularização da hipnose sem transe (Hypnosis Without Trance). Também é considerado um professor de autodomínio, que ajuda as pessoas a desenvolverem a comunicação influenciadora.

Para adquirir todas essas habilidades e conhecimentos, focou em uma formação diversificada que inclui filosofia, música, artes marciais, cultura do movimento e PNL.

Hoje, ele atua como coaching de desenvolvimento, além de dar palestras em todo o mundo, sobre a sua área de conhecimento. Além disso, James Tripp também desenvolve um trabalho com militares veteranos do Reino Unido, buscando colaborar com a restauração da saúde mental e adaptação à vida civil dos envolvidos.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=wMmLgwpUX-w

Os 4 tipos de fenômenos hipnóticos categorizados didaticamente por Tripp

Há pessoas que respondem bem a todos os tipos de fenômenos hipnóticos, enquanto outras não respondem a nenhum deles. Há ainda indivíduos que respondem a um grupo específico de fenômenos hipnóticos. 

Por isso, para ficar mais fácil a compreensão, Tipp dividiu os fenômenos em quatro tipos. Embora eles não sejam adotados cientificamente, acabam facilitando o processo de entendimento. Conheça os quatro grupos definidos por James Tripp. 

Ideomotores – que provocam alterações motoras

São os mais usados na hipnose. É o que acontece, por exemplo, em relação à catalepsia muscular, ou seja, o travar dos músculos. Esses fenômenos, que provocam alterações motoras, são usados há muitos anos por hipnoterapeutas. 

É o que ocorre, por exemplo, quando a mão fica presa ou o músculo fica rígido. Esses são os fenômenos ideomotores. É o que acontece também quando a pessoa mentaliza um movimento e o corpo inconscientemente acaba fazendo. 

Um exemplo prático é quando a pessoa segura um pêndulo, que começa a mexer. Isso ocorre porque o corpo da pessoa se move, mas ela não tem consciência de que está mexendo com a mão. 

Ideossensores – que provocam respostas sensoriais

Estão relacionados às respostas sensoriais como sentir frio ou calor. No geral, quando uma pessoa responde bem a uma sugestão de sentir calor, ela provavelmente vai responder bem também à sugestão de sentir cócegas, por exemplo. Isso ocorre porque são dois fenômenos ideossensores. 

Ideoemocionais – que provocam emoções

É aceitar a sugestão de sentir-se triste ou feliz. Dentre elas, por exemplo: “quando eu pegar na sua mão você se sente feliz”. Comumente são usadas em terapias, pois envolvem dessensibilização emocional. É ter uma sensação ruim ou estado problema, e esse estado problema é transformado em estado de recursos.

Ideocognitivos – que disparam respostas cognitivas

São fenômenos hipnóticos que provocam respostas cognitivas. Dentre eles, por exemplo, amnésia, delírios, alucinações, imaginar que está em um ambiente e estar no outro. Tudo aquilo envolve uma automatização de um processo, que é a partir de um pensamento, será caracterizado como um fenômeno hipnose ideocognitivo.

Essa classificação ajuda o hipnoterapeuta a identificar quais os possíveis fenômenos hipnóticos aos quais o cliente será mais suscetível. Suponha que a pessoa teve facilidade, por exemplo, em ficar com a mão colada, ou seja, teve um fenómeno ideomotor. No entanto, na hora de sugerir a amnésia o fenômeno não funcionou bem. 

Nesse caso, o profissional pode voltar para um fenômeno ideomotor, que provavelmente dará certo. Isso ajudará a mostrar para a pessoa que a hipnose realmente funciona.

Mas claro que, para todos isso, é preciso estudar e compreender como funciona o processo de hipnose. Conheça 3 passos para aprender hipnose.

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