Por que sentimos fome? Essa é uma pergunta que muitas pessoas fazem, mas nem todas sabem que o cérebro tem papel fundamental nesse processo. Para tentar desvendar como ele atua, existe a neurociência da fome. Essa é a área que pesquisa as alterações cerebrais que ocorrem quando a pessoa não está saciada. 

Embora várias coisas já tenham sido descobertas, há muito o que pesquisar. Afinal, a neurociência é uma área relativamente nova e o cérebro é cheio de mistérios. Entretanto, cientistas de todo o mundo aplicam seu conhecimento e buscam informações. 

Dentre as pesquisas que foram feitas, uma foi publicada na revista científica Science e, aparentemente, conseguiu descobrir quais são os neurônios que levam a pessoa a ter vontade de comer.  Em pesquisas feitas com ratos, os especialistas em neurociência da fome localizaram esses neurônios em um subconjunto, que está localizado na região do hipotálamo. De acordo com eles, provavelmente esses neurônios têm importante ação no controle do peso corporal.

Essa é apenas uma das descobertas de quem atua com neurociência da fome. Conheça mais sobre essa área da ciência e sua aplicabilidade. 

O que é neurociência da fome? Entenda a conexão entre o cérebro e a vontade de comer

O corpo humano é comandando não apenas pelo cérebro e pela mente, mas também por uma infinidade de hormônios. São eles que fazem você fugir de uma situação ruim, comer mais, ficar irritado ou até desenvolver transtornos mentais, muitas vezes. Os hormônios comandam!  

Dentre esses diversos hormônios há um chamado de grelina, que popularmente é chamado de “hormônio da fome”. A grelina é produzida no pâncreas e no estômago e é ela quem “fala para o cérebro” que é hora de comer. Resumidamente, a grelina é produzida, excretada, vai para o cérebro e ativa os neurônios que, por sua vez, dão o comando de que está na hora de comer. 

A neurociência da fome visa estudar como tudo isso acontece, quais os neurônios são ativados e porque em algumas pessoas a fome se apresenta de forma diferente das outras. Se tudo isso for descoberto, será possível desenvolver tratamentos mais eficientes para transtornos alimentares como, por exemplo:

A neurociência no processo de emagrecimento

O cérebro humano tem milhões de neurônios, que se comunicam por meio das sinapses nervosas. Embora tudo o que aconteça no organismo passe pelo cérebro, algumas decisões são conscientes, enquanto outras são feitas pelo sistema nervoso autônomo. 

Para usar todo o conhecimento que existe sobre o cérebro em prol do emagrecimento, é preciso estimular a parte racional do processo de decisão também quando se fala em escolher o que comer e quando comer. Também é preciso tornar mais racional a realização dos exercícios, intensidade deles e duração. 

Dessa forma, as descobertas da neurociência da fome dão mais suporte para tratamentos, que visam treinar o cérebro a fazer melhores escolhas e, consequentemente, ajudar a pessoa a emagrecer. 

A hipnose também pode ajudar

Como ajudar o cérebro a ser treinado e fazer escolhas melhores? A hipnose pode ajudar. Muitas vezes, o fato da pessoa comer muito e compulsivamente, é resultado de um trauma. O mesmo pode acontecer com quem tem transtornos alimentares que levam ao emagrecimento exagerado e inapetência, como é o caso da bulimia e anorexia. 

Por meio da hipnoterapia é possível descobrir qual foi esse evento traumático que, muitas vezes, a pessoa nem lembra. Ao fazer isso, o hipnoterapeuta encontra o gatilho, ou seja, o que faz a pessoa comer muito ou não comer nada. 

Na sequência, é possível trabalhar a ressignificação desse evento. Dessa forma, ele será lembrado, mas que pare de causar dor e desconforto. Com isso, há uma tendência de que a pessoa encontre um equilíbrio na hora de escolher os alimentos e ingeri-los.

Além disso, por meio da hipnoterapia é possível tratar, por exemplo, casos de:

Eles podem fazer com que a pessoa passe a comer de forma compulsiva. Isso acontece porque, ao se alimentar, o organismo libera dopamina e serotonina, que dão a sensação de bem-estar. 

Por fim, a hipnoterapia pode trabalhar pensamentos intrusivos e ajudar a pessoa a focar em hábitos saudáveis. Veja como isso acontece.

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