Como o conteúdo transmitido por um professor é armazenado no cérebro? Por que algumas pessoas aprendem com mais facilidade do que outras? São perguntas como essas que a neurociência da aprendizagem tenta responder. A intenção é entender como o cérebro funciona e o que impulsiona a formação de novas sinapses.

Com essas compreensões, é possível adotar métodos de ensino mais eficientes e que promovam uma maior estimulação cerebral e, consequentemente, que melhorem o desenvolvimento intelectual.

Conheça mais sobre a neurociência da aprendizagem e descubra um pouco do que se sabe até agora. 

O que é neurociência?

A neurociência é a ciência responsável por estudar tudo o que envolve o funcionamento do sistema nervoso. A busca é por compreender as capacidades humanas em suas mais diferentes facetas. Dentre elas, as emoções, o aprendizado e a memória, por exemplo.

Além disso, a neurociência também estuda as doenças, os processos degenerativos, como funciona o envelhecimento, a consciência, o impacto das drogas no sistema nervoso, entre outros assuntos. Para que possa abordar os mais diferentes temas de forma mais específica, a neurociência é dividida em diferentes especificidades. Dentre elas: 

Como a neurociência entende o processo de aprendizagem?

A neurociência da aprendizagem entende que nesse processo o cérebro depende dos seguintes sistemas: 

Todos eles atuam na conquista de conhecimentos e cada um deles afeta um grupo de neurônios. De acordo com o que se sabe até o momento, é no encéfalo que estão os neurônios responsáveis pelas funções de:

Por isso, o encéfalo é conhecido como o órgão da aprendizagem e, para que possa realizar tudo isso, conta com mais ou menos 86 bilhões de neurônios. São essas células que interagem entre si, por meio de sinapses nervosas, e permitem que os seres humanos consigam aprender.

Estima-se que o comportamento individual varia de acordo com o número de neurônios envolvidos e também com os neurotransmissores que participam do processo. Vale lembrar que os neurotransmissores são as substâncias que atuam como moduladoras das ações do sistema nervoso. Assim, eles podem inibir ou intensificar as comunicações entre as células.

E a aprendizagem?

Mas como a aprendizagem participa desse processo? Até agora, sabe-se que conforme a pessoa interage com o meio, tanto externo quanto interno, novas conexões nervosas são ativadas. Assim, quanto mais estimulada a pessoa for, maior e melhor estabelecidas se tornam as redes neurais

É por isso que quando as crianças não recebem os estímulos necessários durante a infância, elas acabam tendo dificuldade de aprender. Isso acontece porque, enquanto o seu encéfalo estava no auge do desenvolvimento, ele não foi instigado a ponto de alcançar a sua potencialidade. 

Assim, quando uma pessoa não teve o estímulo necessário na infância para que a aprendizagem ocorra e para que ela consiga desenvolver as suas competências, terá que receber estímulos bem direcionados. Para isso, será necessário encontrar estratégias alternativas de ensino para ampliar as chances de ela desenvolver as habilidades que não foram conquistadas no momento certo.

Participação das células da glia

Embora os neurônios sejam o destaque nos processos de aprendizagem, a neurociência da aprendizagem também enfatiza a ação importante das células da glia (astrócitos, oligodendrócitos e micróglia). Elas participam de inúmeros processos no sistema nervoso, sem os quais a aquisição de conhecimento seria improvável. Dentre as tarefas cumpridas por essas células estão, por exemplo:

São aproximadamente 85 milhões de células da glia divididas em: astrócitos, oligodendrócitos e micróglia. Cada uma delas tem a sua função no desenvolvimento.

Os astrócitos, por exemplo, ajudam os neurônios a encontrarem os seus lugares durante o desenvolvimento, além de serem os responsáveis pela captação dos neurotransmissores que possam estar em excesso.  

Já os oligodendrócitos têm como principal função a produção da bainha de mielina. É ela que reveste o axônio e acelera a transmissão dos impulsos nervosos de um neurônio para outro. 

Existem também as micróglias, que são as responsáveis por produzir o liquor, cuja principal função é de barreira mecânica. Ele reveste todo o sistema nervoso. Todos esses processos, que são executados pelas células da glia, são essenciais tanto para o funcionamento do sistema nervoso, quanto para a aprendizagem. 

Hipnose e aprendizagem: qual a relação entre elas?

A hipnose pode ajudar a pessoa a encontrar o equilíbrio, estabelecer objetivos e focar no que precisa fazer. Isso colabora, e muito, para o processo de aprendizagem. Sem contar que a técnica também pode ajudar a superar possíveis barreiras que possam ter sido desenvolvidas ao longo da vida. Muitas vezes, essas barreiras podem ser empecilhos para a aquisição de conhecimento. 

Como oferece um tratamento individualizado, a hipnoterapia consegue ajudar o indivíduo a descobrir o que pode estar impactando negativamente o seu processo de aprendizagem. Uma vez que a origem do problema é descoberta, torna-se possível tratá-la, seja pela ressignificação de crenças ou por outra técnica. 

Uma leitura complementar sobre neurociência da aprendizagem é um outro artigo aqui do blog, a respeito da neuroplasticidade, ou seja, a capacidade de o cérebro se adaptar. Veja como isso funciona.

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