Técnica da cadeira vazia: como ela é utilizada na melhor compreensão sobre algo

Tempo de leitura: 3 minutos

5
(1)

Entre as abordagens de psicoterapia existentes, há uma forma alternativa chamada Gestalt-Terapia. Ela foi desenvolvida em meados do século passado e prega que tudo o que está ao redor de uma pessoa influencia na maneira como ela vê o mundo. Dentre as formas de aplicar essa psicoterapia, há uma chamada técnica da cadeira vazia.

Assim como as demais, ela parte do princípio que os posicionamentos individuais e até mesmo a maneira como a pessoa se enxerga são resultantes dos estímulos recebidos do meio

Conheça mais sobre a técnica da cadeira vazia e suas aplicações. Continue a leitura para saber mais!

O que é a técnica da cadeira vazia?

Essa é uma das técnicas mais usadas pela Teoria da Gestalt, mas também é aplicada por terapeutas que atuam em outras linhas, esporadicamente. A técnica foi desenvolvida pelo neuropsiquiatra e médico psicanalista Fritz Perls, criador da Gestalt Terapia.

Resumidamente, a pessoa se senta em frente a uma cadeira vazia e fala com ela, como se fosse alguém real. A ideia é focar em uma pessoa que tenha participado de um fato relevante e que mudou a vida de quem está fazendo a terapia. Dessa forma, é possível entrar em contato emocional com o evento e concluí-lo.

Por isso, ela é comumente aplicada para ajudar o indivíduo a superar traumas. Também é útil no tratamento de estresse pós-traumático. 

Como essa técnica funciona?

Ao iniciar uma terapia com a técnica da cadeira vazia, a pessoa encontra uma cadeira para si, a do terapeuta e uma terceira vazia. O indivíduo é estimulado e imaginar algo ou alguém, como se estivesse ali sentado na cadeira vazia. 

No imaginário, a pessoa tratada deve projetar outro indivíduo ou um sentimento qualquer, com o qual esteja lutando. Inicialmente, ela precisa abordar o que está sendo projetado na cadeira e dizer tudo o que gostaria. Posteriormente, o evento em questão será trabalhado. Dentre os usos mais comuns estão os problemas interpessoais como quando:

Assim, embora não possa mudar o que aconteceu, por meio da técnica da cadeira vazia a pessoa conseguirá expressar o que, no momento do trauma, não pode. Dessa forma, será capaz de dar um novo significado ao fato

3 dificuldades da Cadeira Vazia

A técnica tem demonstrado bons resultados no tratamento de autoaceitação, resolução de traumas ou desbloqueio emocional. No entanto, na hora da aplicação, algumas dificuldades poderão ser encontradas pelo terapeuta e pela pessoa.

A primeira delas é que, para que tenha um resultado positivo, o indivíduo precisa ter uma boa capacidade de imaginar. Afinal, ele terá que projetar alguém e determinar a personalidade dessa pessoa, para que possa abordar o momento vivido e trabalhar na resolução de problemas.

Dessa forma, se a pessoa tratada não tem boa capacidade imaginativa, ela não conseguirá desenvolver o que é preciso para que a técnica da cadeira vazia seja aplicada. Nesses casos, o terapeuta pode tentar realizar perguntas para facilitar a projeção. 

A segunda é que o próprio paciente pode não se sentir confortável em dialogar com uma cadeira vazia e se recusar a fazer o procedimento. Ele pode ter receio em projetar os próprios pensamentos em voz alta ou se sentir ridículo com o momento. 

Por fim, a terceira dificuldade que pode ser encontrada é a dificuldade de encontrar uma alternativa ou outra perspectiva para a situação vivida. Às vezes, o desconforto é tão grande que encontrar outro caminho se torna muito complicado. 

A técnica da cadeira vazia só deve ser trabalhada por um terapeuta devidamente qualificado. Além disso, é indicada para quando se faz necessário facilitar o contato emocional ou explorar a situação ou problema. Como dissemos, essa é uma das técnicas da Gestalt-Terapia. Conheça mais sobre essa abordagem em outro artigo aqui do blog!

Esse artigo foi útil?

Clique na estrela para pontuar!

Média de pontuação 5 / 5. Vote count: 1

No votes so far! Be the first to rate this post.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *